A força do livro está na pluralidade de vozes e na oralidade transformada em poesia escrita. Cada poema é um gesto de afirmação cultural, uma tentativa de reverter o silenciamento imposto pelas narrativas hegemônicas. O uso de termos como béra, beradeiro/a e beradeiragem é uma escolha linguística que desafia o português padrão e inscreve o “pretuguês” de Lélia Gonzalez como língua de resistência.
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