Um relicário bilíngue onde a sensibilidade infantojuvenil se expande, desaguando na densidade madura da lira contemporânea.

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Uma obra que navega entre o acalento das águas amazônicas e a crueza das realidades humanas, onde a poesia se faz remo, denúncia e força para transformar as pedras do caminho em canto de resistência.

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Minha carne ainda sonha é um manifesto poético feito de chão, pele e afeto, que transforma as cicatrizes do cotidiano na mais pura e teimosa forma de resistência humana.

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Poemas são respirações que a alma escreve quando o corpo não dá conta de existir.

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A força do livro está na pluralidade de vozes e na oralidade transformada em poesia escrita. Cada poema é um gesto de afirmação cultural, uma tentativa de reverter o silenciamento imposto pelas narrativas hegemônicas. O uso de termos como béra, beradeiro/a e beradeiragem é uma escolha linguística que desafia o português padrão e inscreve o “pretuguês” de Lélia Gonzalez como língua de resistência.

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